“Uma esmola pelo amor de DeusUma esmola, meu, por caridade
Uma esmola pro ceguinho, pro menino
Em toda esquina, tem gente só pedindo
Uma esmola pro desempregado
Uma esmolinha pro preto pobre doente
Uma esmola pro que resta do Brasil
Pro mendigo, pro indigente. ”
Skank – Esmola
Apesar de ser a capital do Brasil, ser a cidade com maior renda per capita, Brasília ostenta o título de lugar mais desigual do País, sendo superior à desigualdade nacional. Ela foi planejada com a função política de abrigar órgãos de poder, afastar a classe baixa e submoradias, misérias e também com função geoestratégica afastando o centro de poder brasileiro do litoral.
Brasília na sua construção atraiu migrantes, porém na nova capital não era bem vinda famílias de classe baixa, deslocando assim para o entorno criando as cidades – satélites. Foi criada para a classe alta, gerando a partir daí o crescente hiato dessa cidade, quem é rico mora na cidade e quem é pobre mora no entorno, favorecendo a minoria e excluindo a maioria exibindo o atual contraste entre o funcionalismo público e o grande número de pessoas pobres e miséria.
A fim de diminuir o índice de desigualdade social não só em Brasília mais em todo o Brasil, o governo criou programas sociais com a finalidade de dar ajuda na renda da população mais necessitada, que possui uma renda per capita muito baixa. São alguns deles o programa Bolsa Família, Fome Zero, Bolsa Escola e funcionam com a distribuição de auxilio financeiro de um determinado valor a essas famílias e em contrapartida essas mesmas teriam que seguir os acordos para que continuassem recebendo esse auxilio.
Ao longo desses projetos afinal, os programas são um auxílio ou uma esmola? De uma forma indireta esses programas acabam distribuindo esmola, uma esmola que o governo dá para a população mais pobre, porém essa “esmola” não tem uma mudança positiva ao longo da execução desses programas. É verdade que acaba tirando famílias da linha da pobreza, mais acaba virando um vício e/ou um costume. O governo rebate as críticas dizendo que a renda média da população cresceu, o salário mínimo aumentou e reduzindo a desigualdade. A educação popular diz que e errado dar esmola a um garoto no sinal, por que então é certa a criação desses programas governamentais de auxílio de dinheiro? Num seria também uma face mais coberta e alisada da popular esmola?
Carine Santana/Tatiana Nunes (2M4)
