quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Eunomia ou Isonomia?






O governo a pouco menos de um mês terminou uma obra no Lago Sul. 66 km de acostamento ciclável em toda a Estrada Parque Dom Bosco (EPDB), além de ciclovias em algumas vias internas do bairro, que custaram R$ 3,6 milhões. Uma obra relativamente desnecessária uma vez que a ciclovia não é continua. Além de que o Lago Sul, bairro rico, onde maior parte dos moradores é elite, usaria uma ciclovia somente para lazer, enquanto em outros lugares do DF, que a bicicleta é um dos principais meios de transporte, não tem ruas asfaltadas, calçadas e muito menos ciclovias.
Muito dinheiro dos impostos da população é gasto desnecessariamente, tendo em vista que as prioridades não estão sendo respeitadas. È importante uma ciclovia? Sim, desde que nós não tivéssemos problemas urgentes a resolver em algumas cidades da periferia ou até mesmo nas cidades mais próximas do plano piloto, como: saneamento, pavimentação, escolas, hospitais, postos de saúde etc. A infra-estrutura de uma cidade custa muito caro, mas vivemos num grande impasse: será mais benéfico o governo investir em cuidados e apoio social, ou investir em melhorias de lazer de uma população não carente, mas que também tem os seus direitos? Porque é dessa população carente que se origina a grande parte da arrecadação desses impostos, tendo em vista que uma ciclovia não é apenas um recurso de lazer, mas também é uma forma de oferecer segurança a quem se utiliza desse recurso para trabalhar, pois muitos dos trabalhadores da região do lago sul são moradores das cidades próximas, como São Sebastião e Paranoá.
Essa situação pode ser comparada com a vinda da família real ao Brasil em 1808, que foram feitas muitas obras para acomodá-los, como a criação do Banco do Brasil, Jardim Botânico, Teatro Real, Imprensa Régia, Escola Médica, obras que seriam muito boas, se tivessem sido feitas espalhadas pelo Brasil, e não somente na capital, Rio de Janeiro, como aconteceu, então desde essa época podemos ver o quanto a elite é beneficiada em questão de obras no Brasil.





Andressa Daldegan/Hanna Frazão/Taís Taurisano (2m3)

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