segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Uma das principais características da estrutura política brasileira é o conflito, fortalecido pela confusão entre o público e o privado, entre o poder central e o poder local. O que isso significa é o uso do poder central (público) para fortalecer o poder local (privado).
Um bom exemplo de que isso ocorre na prática atualmente no Brasil, são os políticos (Ministros, Deputados, Senadores, entre outros), que utilizam de seus privilégios, como carros do governo, em horários de lazer nos finais de semana, como ir a um restaurante ou ao clube com a família, gastando até mesmo a gasolina que a população paga incluída nos impostos.
Mas essa “confusão” já vem de muito antes, da época em que o Brasil ainda não se considerava uma nação. No Período Regencial, em que latifundiários mandavam mais do que quem estava no governo (o Regente), o poder central era utilizado a todo instante para fortalecer as oligarquias. A exemplo disso existia a Guarda Nacional, que era um milícia de caráter local (protegia somente a área do latifundiário que a patrocinava) e também servia para defender os interesses do coronel, na qual quem entrasse estava dispensado do exército brasileiro, enfraquecendo - o e prejudicando o governo. O critério para alistamento na Guarda Nacional era ser votante, mas, para isso, era preciso que se tivesse uma renda mínima, isto é, os cargos eram comprados. Isso mostra o poder de polícia (poder executivo) que estava nas mãos das elites locais, fortalecendo ainda mais o poder local.
Portanto essa má utilização dos serviços públicos vem desde o início da formação do estado brasileiro, mostrando que o “jeitinho brasileiro” de conseguir as coisas nasceu junto com o Brasil.
Fernanda Sá/Luciana Drummond/Natalie Monteiro (2m3)

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