
Desde a colonização do Brasil até o final do império, o Brasil se utilizou de escravos, tanto africanos quanto nativos, para fazer o trabalho braçal. O homem explorava o próximo, tratando-o como objeto de troca, baseado apenas no simples prefixo da coloração epidérmica. Hoje, em pleno século XXI, em um mundo dominado pela globalização, onde o valor de um homem é determinado pelo seu poder monetário, as pessoas de descendência africana ainda sentem seqüelas dos períodos em que seus ancestrais dormiam em grilhões. Um homem negro é quase sempre considerado mais suspeito, subdesenvolvido, pobre ou ignorante quando comparado a um homem caucasiano. Preconceito e racismo são pragas que infestam a sociedade, e esse fato é captado com clareza nessa fotografia. Em uma escola particular brasileira, há uma média de um aluno negro por sala. Será o estudo, direito de toda criança e adolescente, restrito apenas a um grupo étnico? Será que os portões das escolas de qualidade não estão abertos para todos, independentemente da cor? A herança que o Brasil deu aos afro-descendentes foi uma herança de escravidão, um legado de dor, sangue e violência. O resultado disso é a espiral alto-destrutiva de desigualdades que impera em nossa sociedade.
Davi Borges/Diego Uhlmann/Theo Reis (2M2)

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