
Durante o Brasil Império houve a abdicação de Dom Pedro I em 1831. Dom Pedro II era menor de idade com apenas 5 anos na época, o que impossibilitou sua ascensão ao trono do Brasil, pois a Constituição de 1824 designava para esta função o membro da família real com mais de 25 anos de idade. Já que não existia ninguém nessas condições era preciso escolher um regente, assim, os deputados e senadores elegeram uma regência composta por três membros, a Regência Trina Provisória. Essa regência, que governou o país por aproximadamente três meses, era composta pelos senadores Nicolau dos Campos Vergueiro e José Joaquim de Campos (Marquês de Caravelas) e pelo Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, pai do Duque de Caxias. A pressa em se eleger a Regência deveu-se ao temor do acirramento da agitação popular.
A alternativa de improvisação para a tomada do poder adotada por latifundiários da época se remete a um quadro muito presente na sociedade brasileira atualmente, o famoso ``jeitinho brasileiro´´, que são as diferentes formas e maneiras adotadas para driblar problemas ou situações do cotidiano. Percebe-se resquícios disso na política, educação e em assuntos como o caso representado na foto, onde o governo utilizou uma área pública para instalar uma base para bombeiros de forma improvisada, ao invés de mandá-los para o corpo de bombeiros mais próximo, devido a uma reforma no quartel.
Fazendo um paralelo entre ambas as situações citadas, pode-se perceber que o ``jeitinho brasileiro´´ é usado independentemente da época e que ele já faz parte da identidade brasileira. Mas será que não existe uma outra forma mais ética e correta de se resolver os problemas? Será que são artimanhas como essas que queremos que façam parte de nossa cultura e identidade?
Patrícia Araújo/Laysa Bianca (2M1).
Patrícia Araújo/Laysa Bianca (2M1).

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